terça-feira, 29 de março de 2011

Mais uma dose

Ela não bebia quando nos conhecemos. Até aí nada demais, já que muita gente não bebe. E a grande maioria não bebe como eu.

Depois de algum tempo de convivência, ela começou a se arriscar nuns drinques, o que me fez comprovar a veracidade da sabedoria popular. Ao menos como má influência eu sirvo. E entre chopes e caipirinhas vamos vivendo.

Dia desses, marcamos de nos ver na saída do trabalho, em um desses bares bacanas e cheios de bossa. Chego e ela já está lá, apreciando um drinque rosado. Vim saber que era uma caipirinha de morango, ou melhor, caipivodca, já que tinha inspiração russa ao invés do produto nacional. Sou meio velha-guarda, do tempo em que só se bebia caipirinha (com cachaça mesmo!) de limão. O máximo de liberdade era misturar a 'marvada' com caju, mas aí nem era mais caipirinha, era caju amigo. Agora é um tal de misturar abacaxi, tangerina, kiwi, até jabuticaba com vodca. Acho que há um concurso velado em ver quantas opções (algumas bizarras) podem ser feitas a partida da bebida original.

Voltando à mesa do referido boteco cheio de bossa e bacanidades, peço um humilde chope ao garçom, já nosso conhecido. Aliás, isso é assunto para outra hora, a amizade com garçons. Ele, todo solícito, pergunta a ela se ela quer outra rodada e de que sabor. Ela pensa um pouco e escolhe uma de tangerina dessa vez. O garçom sai e eu arrisco:

- Já foram quantas?

- Essa que tá vindo é a terceira.

- Vários sabores hoje?

- Uva, morango e agora, tangerina.

E antes que eu pudesse fazer qualquer comentário, completa, na lata:

- Você sabe, não é? É bom incluir frutas no cardápio.

1 comentários:

  1. Mais uma dose? É claro!
    É claro que eu tô a fim
    A noite nunca tem fim
    (...)

    Grande influência, Lion, a mocinha tomou gosto.

    ResponderExcluir