Vou decepcionar os que esperam um nível um pouco mais alto de debates intelectuais nesse espaço e falar do Big Brother Brasil, que está terminando.Para falar a verdade, vou fazer como Obama e decepcionar tanto a esquerda quando a direita. Não vou ser tão fútil quanto se esperaria, mas também não farei análises psico-sociológicas do programa. Bom, talvez só um pouquinho.
A edição desse ano do programa foi notoriamente feminina. E mostrou que quanto mais se força uma coisa, menos funciona, ainda que a edição e o roteiro "novelinha" sejam parte da explicação do sucesso no Brasil.
No ano passado, por exemplo, a "edição da diversidade" nada mais foi que um amontoado de gays, lésbicas e simpatizantes que conseguiu a façanha de se comportar de uma maneira tão pouco tolerante, a ponto de o público levar um ogro a vencer, por ser justamente a "vítima".
Nesse ano, a grande surpresa seria uma transexual. Mas primeira grande lição aos nossos responsáveis por elenco: não basta ser transex, bi, tri ou levar a Taça das Bolinhas da sexualidade. As pessoas têm carisma ou não, independente de sua opção.
Ou só eu achei que a tal Ariadna não tinha mais tanto a dizer assim, além de revelar que cortou o pinto fora?
Gay, lésbica ou o que seja, os participantes Daniel e Diana têm mostrado empatia com o público não pelo que fazem na cama, e sim nas câmeras. E é assim que deve ser. Se é preconceito não gostar de alguém só porque ela é homossexual, porque também deveríamos gostar de cara de alguém pelo mesmo motivo? As pessoas não precisam de uma forçosa compaixão, e sim de admiração e carinho de verdade.
Diana, aliás, é um exemplo da força feminina no horário nobre. É assumidamente lésbica ou bi, mas num dado momento, brigou: "Não quero rótulos". Uma posição absolutamente feminina.
Como é feminina sua coragem, sua franqueza e suas pequenas inseguranças e carências.
O mesmo se repetiu no resto do pelotão feminino, comandado inicialmente por Talula, tida como possível vilã, mas que, até o momento, não criticou nenhum participante que não tenha sido justamente eliminado.
Na outra ponta, ficaram perdidos homens. Primeiro, um galã que se relacionou com uma menina após reclamar que ia ficar com fama de gay se não "pegasse" ninguém.
E a coisa continuou com chatos falastrões.
Um cara que falava de nobreza e não segurou a onda de se relacionar com uma suposta prostituta.
Um gago extrovertido, metido a falar as verdades, que, na prática, eram grandes bobagens arrogantes.
E um tipo "homem de verdade", mas tão de mentira que evitava abrir a boca, porque o mistério era o que salvava sua total irrelevância.
Espero que uma mulher leve o prêmio. Mas sem generosidade do público, para fazer democracia sexual na televisão.
Elas devem levar porque merecem, já que conduziram um programa rateante no começo e o fizeram chegar à fase final com algum fôlego.
Já comentei, há algum tempo, e volto a dizer: Foca é meu guru para assuntos televisivos.
ResponderExcluirDiana é um pitéu
ResponderExcluirPitéu é o Obama! E eu é que preciso recuperar o meu fôlego, pois o popstar, negão lindo!, desfilando sua elegância, com aquele sorrisão, pelo Rio, pronunciar "Botafogo", com sotaque, foi demais!
ResponderExcluirA mim pouco importa se a economia "nos states" não vai bem, se ele é de direita, de esquerda, fraquinho politicamente, a ele: meu carinho eterno...(rs)
Tá, e a Maria? Não falou da protagonista.
ResponderExcluirEu gosto mais da Diana, Leo.
ResponderExcluirO Obama é uma figura carismática. Alto, sorrisão, passeando com a família. Mas devia ter vestido a camisa do Flamengo.
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