domingo, 22 de novembro de 2009

Fluminense, eterno amor - Por Amanda



Você sabe muito bem que eu estava de saco cheio de você. Sério. Tá, eu sei que já disse isso milhões de vezes antes, mas este ano, você abusou. Acha que eu sou palhaça? Mulher de malandro? Que gosto de ser feita de boba? Sabe o que eu tive que ouvir dos outros esse ano por sua causa? O quanto debocharam de mim? Você acha que eu gosto?

E as suas promessas de infelicidade? De um ano negro por vir? Você pensa que eu esqueci? A sua falta de esforço, de comprometimento? Eu fui tão fiel, por tantos anos...Tão fiel e você faz pouco de mim. A sua falta de consideração pelos meus anos de dedicação, de apoio, de amor gratuito, altruísta, sem ganhar nada de volta.

Sim, você me deu momentos de grande felicidade, mas não venha dizer que nossa relação não é desigual. Eu dou muito mais que recebo, e isso cansa sabe? Cansa. Desgasta. Chega uma hora em que se tem que pensar primeiro em si. Quando não vale mais a pena. Não compensa. É melhor, em respeito ao nosso passado, ficar por aqui. Guardamos e preservarmos os momentos bons, e nos poupamos de mais dor e desgaste.

Eu só estou falando com você agora porque confesso que você me surpreendeu. Eu tinha certeza de que, desta vez, você estava acabado. Que deste ano não passava. E que não esperasse mais nada de mim ano que vem. Você não teria este direito.

Não pense que eu já superei o trauma do ano passado. Você sabe o quanto eu investi naquilo? Quanta esperança você me deu... Quanto e como doeu. Já estava fazendo planos da minha vida sem você. Mais tempo livre, mais filmes, mais livros. Menos desgaste emocional. As alfinetadas e gracinhas que ia deixar de ouvir por sua causa. As vergonhas que você me fazia passar. Ah, vamos ver pelo lado bom: quantas coisas eu ia ganhar. Como pude perder tanto tempo com você?

Mas achei que você vinha mudando. Aos poucos. Devagar e sempre. Ganhou fôlego. Está disciplinado. Focado. Mudou de companhias. Deixou de lado aqueles fanfarrões que diziam que você ia brincar e está cercado de gente mais madura, mais séria. Resolveu recuperar o tempo perdido. Foi me supreendendo. Fazendo o improvável. Mais: o impossível. Eu confesso que não esperava mais nada de você.

Você tá me surpreendendo, confesso. E comecei a me lembrar porque eu te amava tanto. Estou vendo de novo as características que admirava tanto, e se você andava irreconhecível, estou reconhecendo de novo aquele que eu amava.

Aquele conformismo, aquele derrotismo, aquela vocação para a mediocridade, aquela tendência a se conformar com pouco, aquilo não combina com você. Não. O meu você é aquele grande, enorme, imenso. De glórias e vitorias mil. Do sangue do encarnado. Esperançoso. Vibrante. Fidalgo. Você para mim é aquele que não desiste.

Eu achava que você tinha esquecido quem era. Tinha esquecido seu passado, sua história. Olhe para trás. Lembre-se de quem você é. Tudo que você já fez. Tudo que você representa, e com isso, tudo que você é capaz. Assim você tá me convencendo que tem recuperação. Que você pode.

E o melhor é que eu acho que você está acreditando também. Você está vendo o que você está fazendo? Que bom é recuperar a dignidade, olhar para os outros de cabeça erguida? Eu até andei ouvindo uns elogios sobre você. As pessoas estão gostando. Você está causando uma ótima impressão. Tem gente de fora até torcendo por você, sabe? Estou ficando tão orgulhosa...

Bom, eu vou te dar uma segunda chance. Ok, já estou te dando. Você está fazendo por merecer. Espero que continue assim. Não é so por mim, não. É por você, que merece. É por quem você realmente é. Por quem eu vejo que você é. Já conseguiu que eu não te abandone no fim do ano. A sua dignidade, você recuperou. Meu presente de Natal? Ah, você sabe o que eu quero. Se eu prefiro a Série A ou a Sul-Americana? Se só puder me dar um? Não importa. O mais importante você já me deu.

A recuperação da confiança e a reafirmação do amor.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Gostosa do Dia

Ísis Valverde.

Elenco sensacional

Ainda não tive tempo de assistir ao programa, mas devo dizer: que elenco tosco (e, por isso mesmo, sensacional) esse da segunda versão de "A fazenda". Sheila Mello, Maurício Manieri, MC Leozinho e uma turma que só se mete em confusões (parafraseando todas as chamadas de filmes da "Sessão da tarde").

Parece que abriram a porteira do mundo dos esquecidos e jogaram todos num lugar só.
Mas são uns esquecidos divertidíssimos.

Já repararam como a Adriana Bombom cada dia se parece mais com a Glória Maria? Aliás, Adriana Bombom é uma figura sensacional. Ela malha, só come casca de ovo com sei-lá-o-quê, passa fome, provações, sacrifícios, para ficar cada vez mais parecida com um homem.

Enfim, "A fazenda" é muito ruim. E, exatamente por isso, muito bom.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Collor e a Globo

A relação que tinha com a TV Globo ajudou e muito o ex-presidente Fernando Collor de Mello a “evitar armadilhas” durante as eleições de 1989. O senador pelo PTB de Alagoas contou, em entrevista ao UOL, que percebeu nos meios de comunicação na época receio de o Brasil ter um governo comunista. Por isso, diz ele, que a imprensa era “simpática” à sua candidatura. No segundo turno, quando concorreu com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele diz que não houve “bem um apoio” da Globo a ele. “A Globo nunca declarou ‘eu apoio esse candidato’”, disse.

A relação com Roberto Marinho e família já vinha de longa data. Collor lembra “momentos de convivência com dr. Roberto”, já que seu pai, Arnon de Mello, foi sócio do empresário em empreendimentos imobiliários no Rio de Janeiro. “Enfim, as famílias se frequentavam”, recorda, destacando que quando sua família montou uma TV em Alagoas, Roberto Marinho ofereceu a programação da Globo, tornando-se afiliada.

Essa relação, diz, “sem dúvida nenhuma, ajudou bastante a evitar armadilhas”.

Pelo que conta, as conversas com Roberto Marinho sobre seu comportamento durante a campanha eleitoral eram frequentes. O empresário e jornalista dava conselhos a Collor sobre como se portar. “Ele disse uma vez: ‘meu filho, você está muito irritado. Você não deve usar certos termos, não precisa fazer isso. Vai contra você’”. Ele se recusou a dizer que termos foram esses.

A imprensa estava “à procura de um candidato” quando Mário Covas apareceu, podendo representar o sistema capitalista. Alguns dos veículos, segundo Collor, o viam ligado aos comunistas. Para que então ele pudesse ser lançado candidato há 20 anos foi ao plenário do Senado Federal para declarar seu apoio ao capitalismo, transmitido ao vivo, na época, durante o horário em que os principais telejornais iam ao ar. Mas o tucano Covas “não conseguiu passar a mensagem ao eleitorado e não decolou”.

“A minha candidatura foi de alguma maneira tida como simpática porque não havia outra alternativa”.

Ele diz não ter percebido qualquer problema em relação à “questão pessoal” de Roberto Marinho com Lula e Silvio Santos, pelo PMB. Collor conta que havia “notória a indisposição” entre Brizola e Roberto Marinho.

O desempenho de Collor no debate no segundo turno foi melhor do que o de Lula, na opinião do atual senador. Ele não vê qualquer favoritismo da Globo em relação a sua candidatura.

“Quando a lenda é mais interessante do que a verdade dos fatos, publica-se a lenda”.

E comparou a edição do debate à edição de um jogo de futebol. “No primeiro, eu não fui bem, e isso ficou explicito na edição que fizeram (…). Mas no segundo debate eu fui muito bem. Mas como tem que ser editado é a mesma coisa que editar jogos de futebol. Vai pegar os melhores momentos do time que ganhou (…). Pareceu que houve algo editado mas não foi. Houve trabalho jornalístico claro e nítido.”.

A edição que foi ao ar provocou tanta polêmica que obrigou a emissora a não editar mais debates políticos.

Quase um Fernando Lugo

Uma ex-empregada afirma ter um filho com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em Brasília. O rapaz, hoje com vinte anos de idade, é Leonardo dos Santos Pereira, que trabalha como carregador (auxiliar de serviços gerais) em um órgão público, na Esplanada dos Ministérios. Ele nasceu da relação do então senador FHC com sua empregada Maria Helena Pereira, uma negra que o impressionava pela formosura. Leonardo é considerado muito parecido com o pai.

Pode cobrar, Olga!

A foto (Moraes, de chapéu, na bananeira) é dedicada à Olga
.
A semana está - como diriam os aflitos de plantão, tão bem pagos quanto insones - turbulenta, de maneira que até eu (ansioso convicto, mas marrento a pseudo-zen-budista de araque) não tenho tido tempo para me dedicar às postagens.

O pretenso nariz-de-cera, na verdade, é apenas mandinga de moleque-capoeira, que promete escrever tão logo a respeito da vadiação que rolou a céu quase aberto, sexta passada, na Uruguaiana, em homenagem a Pastinha!, o pequeno e maior mestre da capoeira angola.

Uma vadiação histórica, segundo o mestre Neco, uma das lideranças que promovem a homenagem póstuma ao rei da capoeira angola há 28 anos. Onde o moleque Bezerra, de quebra, teve o prazer de conhecer a querida leitora Olga, que lhe confessou ter ficado comovida com a ladainha cantada por mestre Moraes na abertura da roda.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O rodoanel

Houve um acidente gravíssimo em São Paulo há alguns dias. Vigas usadas nas obras do rodoanel caíram no meio da estrada, ferindo algumas pessoas. Por conta do horário, não foi uma tragédia de grandes proporções.

Procurando na internet fotos do acidente, descobre-se que não há nada.
Nas páginas dos grandes jornais, pouco destaque.


Em São Paulo, já houve, recentemente, outro grande acidente, nas obras do metrô.

Mesmo com tal histórico, o assunto é pouco discutido.

Menos do que bobagens, como a agenda de Lina Vieira e se Lula é analfabeto ou não, segundo a opinião de Caetano Veloso.

Por quê? Sei lá.